Mar Aberto #004
Espaço de publicação semanal de autores independentes e amadores. Envie seus textos, poemas, versos, minicontos e seja mais um a ganhar mar aberto para seus trabalhos!

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Sentimento frágil

Me coloca em seu colo,
dê adeus ao beija-flor
que te deixou sem cuidado
e nunca te deu amor.

Trago de volta um pedaço
do teu peito que levou,
junto com o brilho dos teus olhos
que o tempo apagou.

Mas não diga adeus pra mim,
nem se esconda dessa dor,
fui eu quem juntou teus cacos
quando outro te despedaçou.

Mas lembre-se da gente,
eu sei que o teu peito está ferido,
vem, deixa eu ser teu abrigo,
nem que seja só como amigo.

Me perdoa por dizer isso,
mas não consigo esconder:
eu quero te dar meu amor,
só quero cuidar de você.

Então vem, fica comigo,
sem medo, sem condição,
que eu te ofereço carinho
e um lugar no meu coração

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Restos de animais

Ao som dos cabritos naquela estrada de barro,
Os cachorros raivosos e sedentos por sangue que machucavam
os bois atordoados pelos cães bravos.

Naquele vilarejo se avistava à noite
O inchaço daqueles cavalos machucados pelas mãos
dos homens que os chicoteavam até a morte para sua própria diversão,
Mas atordoava aqueles que eram de coração puro e protestavam contra essa judiação.

Só havia maldade nos homens que tinham um coração cruel
E sem sentimentos pelos animais que ajudam na colheita das fazendas,
Trazendo assim comida à mesa.


Estes textos fazem parte da seção Mar Aberto, espaço contínuo de publicações da Revista Oceano, Editora Mar de Arte.

Para participar: Envie seu texto pelo e-mail editoramardearte@hotmail.com, com o assunto “Seção Mar Aberto”.

Autor

  • Eu sou Francilene Maria Lima Carvalho Lopes, tenho 21 anos e carrego em mim a força de quem sente tudo intensamente. Filha de Carlos Alberto e Franciana Lima, trago nas minhas raízes a essência que me inspira a escrever.

    A poesia não é apenas o que faço — é onde eu me encontro. É nela que transformo dores em versos, silêncios em palavras e sentimentos em arte.

    Meu propósito vai além de escrever: eu quero tocar, curar e despertar. Quero levar não só reflexão, mas também leveza, alegria e esperança a cada coração que cruzar com minhas palavras.

    Porque eu acredito que um poema pode ser abrigo…
    e eu escolhi ser lar através daquilo que escrevo.

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