Espaço de publicação semanal de autores independentes e amadores. Envie seus textos, poemas, versos, minicontos e seja mais um a ganhar mar aberto para seus trabalhos!
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Sentimento frágil
Me coloca em seu colo, dê adeus ao beija-flor que te deixou sem cuidado e nunca te deu amor.
Trago de volta um pedaço do teu peito que levou, junto com o brilho dos teus olhos que o tempo apagou.
Mas não diga adeus pra mim, nem se esconda dessa dor, fui eu quem juntou teus cacos quando outro te despedaçou.
Mas lembre-se da gente, eu sei que o teu peito está ferido, vem, deixa eu ser teu abrigo, nem que seja só como amigo.
Me perdoa por dizer isso, mas não consigo esconder: eu quero te dar meu amor, só quero cuidar de você.
Então vem, fica comigo, sem medo, sem condição, que eu te ofereço carinho e um lugar no meu coração
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Restos de animais
Ao som dos cabritos naquela estrada de barro, Os cachorros raivosos e sedentos por sangue que machucavam os bois atordoados pelos cães bravos.
Naquele vilarejo se avistava à noite O inchaço daqueles cavalos machucados pelas mãos dos homens que os chicoteavam até a morte para sua própria diversão, Mas atordoava aqueles que eram de coração puro e protestavam contra essa judiação.
Só havia maldade nos homens que tinham um coração cruel E sem sentimentos pelos animais que ajudam na colheita das fazendas, Trazendo assim comida à mesa.
Estes textos fazem parte da seção Mar Aberto, espaço contínuo de publicações da Revista Oceano, Editora Mar de Arte.
Para participar: Envie seu texto pelo e-mail editoramardearte@hotmail.com, com o assunto “Seção Mar Aberto”.
Eu sou Francilene Maria Lima Carvalho Lopes, tenho 21 anos e carrego em mim a força de quem sente tudo intensamente. Filha de Carlos Alberto e Franciana Lima, trago nas minhas raízes a essência que me inspira a escrever.
A poesia não é apenas o que faço — é onde eu me encontro. É nela que transformo dores em versos, silêncios em palavras e sentimentos em arte.
Meu propósito vai além de escrever: eu quero tocar, curar e despertar. Quero levar não só reflexão, mas também leveza, alegria e esperança a cada coração que cruzar com minhas palavras.
Porque eu acredito que um poema pode ser abrigo…
e eu escolhi ser lar através daquilo que escrevo.